Treino "copia e cola"? O sinal vermelho da inépcia que pode estar destruindo suas articulações

Treino "copia e cola"? O sinal vermelho da inépcia que pode estar destruindo suas articulações
Inépcia na Educação Física

Este artigo foi produzido com base na Resolução CONFEF nº 508/2023, que instituiu o novo Código de Ética Profissional da Educação Física.

Você já entrou em uma academia e recebeu uma ficha de treino que parecia exatamente igual à de outras dez pessoas? Ou talvez tenha contratado um consultor online que enviou um PDF padrão sem sequer perguntar sobre seu histórico de dores?

O que muitos chamam de "praticidade", o Código de Ética Profissional da Educação Física (Resolução CONFEF nº 508/2023) classifica de forma muito mais rigorosa. Esse comportamento pode ser um sinal claro de inépcia, e entender isso é a diferença entre conquistar o corpo que você deseja ou acabar em uma mesa de cirurgia.

O que é a "Inépcia Profissional" e por que você deve se importar?

No dicionário, inépcia significa falta de habilidade ou competência. No novo Código de Ética, ela é tratada como uma infração disciplinar grave. O Artigo 5º, inciso IV, é direto ao ponto: é vedado ao profissional "exercer a profissão quando faltar-lhe competência, ou praticar conduta que evidencie inépcia profissional".

Quando um instrutor entrega um treino "copia e cola", ele está ignorando a sua individualidade biológica. Isso é uma evidência de inépcia porque demonstra falta de habilidade técnica para prescrever algo que respeite as suas limitações e objetivos únicos.

O risco real para suas articulações

O exercício físico é um remédio potente, mas a dose e a forma erradas podem ser tóxicas. Um treino genérico ignora fatores cruciais:

  • Desvios posturais: Aplicar carga excessiva em uma coluna desalinhada sem correção prévia.
  • Encurtamentos musculares: Forçar amplitudes de movimento que o seu corpo ainda não suporta.
  • Histórico de lesões: Repetir exercícios que sobrecarregam articulações já sensibilizadas.

O Código de Ética como seu escudo protetor

Muitas pessoas acreditam que o Código de Ética serve apenas para punir o professor, mas, na verdade, ele é o maior instrumento de proteção do aluno (chamado no documento de beneficiário).

De acordo com o Artigo 3º, o profissional tem o dever de:

  1. Zelar pela saúde e integridade do beneficiário (Inciso I).
  2. Oferecer serviços que garantam a segurança (Inciso V).
  3. Elaborar programas baseados em critérios científicos e técnicos (Inciso IV).

Um treino "copia e cola" viola todos esses pontos. Ele não é científico, não garante segurança e, certamente, não zela pela sua integridade a longo prazo.

Como identificar o "Sinal Vermelho" da inépcia na prática

Nem sempre é fácil perceber que você está em risco, mas alguns comportamentos do profissional entregam a falta de ética e competência:

1. Ausência de Anamnese ou Avaliação Técnica

Se o profissional prescreve um agachamento pesado sem antes testar sua mobilidade de tornozelo ou perguntar sobre cirurgias prévias, ele está agindo com imprudência. O Código exige que a intervenção seja adequada às condições reais de saúde do aluno.

2. O famoso "Treino de Gaveta"

Se você nota que a sequência de exercícios é idêntica para um jovem iniciante e para um atleta experiente, há algo errado. A prescrição deve ser específica. O Artigo 3º, inciso VI, reforça a necessidade de prestar o serviço com excelência técnica.

3. Falta de fundamentação científica

A Educação Física evolui rápido. O profissional que repete métodos ultrapassados apenas por "costume" está falhando em seu dever de atualização constante, o que também é uma forma de negligência técnica.

A diferença entre preço e valor: O custo de um erro técnico

Muitas vezes, o treino genérico é oferecido por um preço mais baixo. No entanto, o custo de sessões de fisioterapia para recuperar um manguito rotador rompido ou uma hérnia de disco agravada é infinitamente maior.

O profissional ético, aquele que segue as diretrizes do Sistema CONFEF/CREFS, investe tempo em estudar seu caso. Ele não apenas "passa exercícios", ele realiza uma intervenção profissional. Conforme o Artigo 10, a remuneração desse profissional deve considerar a complexidade do serviço e o tempo consumido — ou seja, o valor que você paga reflete a segurança que você recebe.

Conclusão: Escolha a Ciência, não a Conveniência

O Código de Ética de 2024 é um marco para a proteção da sociedade. Ele deixa claro que a Educação Física não é apenas lazer ou estética; é uma área fundamental da Saúde.

Se você sente que seu treino é apenas uma folha de papel sem alma e sem critério técnico, você pode estar sendo vítima de inépcia profissional. Não coloque suas articulações em risco por causa de uma prescrição preguiçosa.


Gostou deste conteúdo? Se você suspeita que está recebendo um atendimento que fere esses princípios éticos, você tem o direito de questionar seu instrutor ou buscar orientação no Conselho Regional (CREF) da sua região. Sua saúde não aceita atalhos!